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Afinal, existe financiamento para pós-graduação?

Muito se fala sobre financiamento estudantil para aqueles que querem fazer uma faculdade e não têm condições de pagar. No entanto, para quem já tem uma graduação, a dúvida é comum: será que também é possível obter financiamento para pós-graduação?

Sabemos que, num mercado competitivo e exigente como o atual, apenas um curso de graduação já não é mais suficiente para se destacar e conquistar melhores oportunidades de trabalho. É preciso dar continuidade aos estudos e aperfeiçoar constantemente a formação. Mas nem sempre é fácil investir nos estudos sem prejudicar o orçamento, não é verdade?

A boa notícia é que é possível, sim, se capacitar sem comprometer as finanças. O financiamento para pós-graduação existe e é disso que vamos falar neste artigo. Conheça as três principais formas de conseguir auxílio financeiro para aprimorar sua formação!

Financiamento para pós-graduação pelo FIES

O FIES (Fundo de Financiamento Estudantil) é o conhecido programa do governo federal que visa facilitar o acesso ao ensino superior para pessoas que não têm condições de arcar com os custos de uma graduação particular.

O que nem todo mundo sabe é que também é possível obter o auxílio para pagar uma pós-graduação. Nesse caso, o crédito é destinado aos cursos presenciais de mestrado e doutorado, que são as modalidades stricto sensu de pós-graduação.

Isso significa que o programa não abrange a pós-graduação lato sensu, como especializações ou MBA, nem cursos a distância. Também é fator impeditivo se a pessoa já tiver recebido o financiamento na graduação.

Um dos principais requisitos para se inscrever no processo seletivo do FIES é estar dentro do perfil socioeconômico exigido, ou seja, é preciso ter uma renda familiar bruta mensal por pessoa de, no máximo, três salários mínimos.

Com o FIES, o pagamento da pós-graduação funciona da seguinte maneira: durante o curso, o aluno deve pagar o valor máximo de R$ 150,00 a cada trimestre, referente aos juros. Depois de concluir a pós-graduação, há um período de carência de 18 meses para que o aluno recomponha o orçamento. Só depois é que entra a fase de amortização, quando o pós-graduado deverá pagar o saldo devedor, parcelado em até três vezes o período de duração do curso.

A inscrição para participar do FIES é feita por meio do site do Ministério da Educação e o benefício pode ser solicitado em qualquer época do ano.

Financiamento privado bancário

Se você não se encaixa no perfil para se candidatar ao FIES, existe também a opção do financiamento estudantil bancário. Trata-se de um crédito privado destinado especificamente para estudantes, ofertado por bancos, como Caixa Econômica Federal, Bradesco, Santander, HSBC e Itaú. De modo geral, as taxas de juros desse tipo de financiamento variam de 1 a 3% ao mês.

Geralmente, esses bancos que oferecem uma linha de crédito voltada para os estudantes de pós-graduação não impõem uma limitação quanto à modalidade do curso. Isso significa que os programas abrangem, além de mestrado e doutorado, os demais tipos de pós-graduação, como as especializações e o MBA.

Vale dizer que as regras de financiamento variam conforme a instituição financeira. No caso da Caixa, por exemplo, o banco apenas exige que o curso seja reconhecido pelo MEC (Ministério da Educação), bastando que o aluno compareça a uma agência e leve comprovante de matrícula e renda para solicitar o crédito.

Outros detalhes como limite do financiamento, prazo para pagamento, quantidade e valor das prestações também podem variar de acordo com o banco. Em alguns casos, como no do Santander, o valor das parcelas pode ser negociado diretamente com o gerente de uma das agências. O Santander também exige que o solicitante tenha conta no banco, mas não há necessidade de avalistas.

Existe, ainda, o Pravaler, um programa de crédito estudantil privado atrelado ao banco Itaú. Esse crédito universitário oferece algumas facilidades, como a possibilidade de fazer todo o processo de solicitação pela internet e não ser necessário ter conta em banco. Contudo, dentre os requisitos, só é possível solicitar o financiamento se a instituição de ensino for conveniada ao programa.

Existem casos, ainda, em que a instituição de ensino faz parcerias com o banco, o que pode render juros menores, além de prazos e parcelas diferenciados. Além disso, como cada instituição bancária tem regras e termos próprios de financiamento, é importante que o aluno avalie as diversas opções, para que encontre as melhores condições e que melhor atendam às suas necessidades.

Financiamento da própria instituição de ensino

Existe, ainda, um outro tipo de financiamento para pós-graduação, que são os programas de créditos estudantis criados pelas próprias universidades. É importante destacar que não são todas as instituições de ensino que oferecem essa opção.

As universidades com linhas próprias de financiamento estudantil podem ter algumas vantagens. Geralmente, a burocracia é reduzida e, assim, o procedimento para obter o crédito se torna mais acessível.

Muitas vezes, é possível também negociar as condições do financiamento direto com a universidade, o que pode trazer maiores benefícios para o aluno. Além disso, os requisitos para pleitear o crédito podem ser mais simples, não exigindo, por exemplo, critérios socioeconômicos (como o FIES) ou conta em banco (como alguns financiamentos bancários).

É importante mencionar que as regras desse tipo de financiamento variam de acordo com a instituição de ensino. Portanto, informações como taxas de juros, prazos para pagamento e demais condições devem ser verificadas diretamente na universidade.

Vale lembrar que, além dos financiamentos, também é possível verificar na instituição de ensino se há a possibilidade de pleitear uma bolsa de estudos. Existem programas privados, como o Educa Mais Brasil, que, em parceria com as universidades, oferecem bolsas para ajudar alunos que não têm condições de pagar o valor integral das mensalidades da pós-graduação.

Como você pode ver, são várias as formas de obter auxílio financeiro para custear uma pós-graduação. Os financiamentos estudantis têm ampliado o acesso ao ensino superior e à formação continuada. A dica é pesquisar a fundo cada programa e procurar as menores taxas de juros e as melhores condições para o seu perfil. Com um bom planejamento financeiro, é possível investir em sua formação e aprimorar o currículo com fortes diferenciais competitivos.

E você? Já sabia que existe financiamento para pós-graduação? Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário abaixo e aproveite para nos contar se já conhecia todas essas possibilidades!

 

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