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Aprenda a administrar os seus gastos com educação em 4 passos

Um dos maiores desafios de um estudante é conseguir organizar suas finanças para custear um curso de qualidade. Estudar é um investimento, logo demanda planejamento financeiro. Por isso, é necessário saber gerir seus gastos com educação para evitar dívidas ou problemas no orçamento.

Mas como fazer isso? Muitas pessoas têm dificuldade para administrar suas finanças com equilíbrio. Se você é uma delas, leia este post com atenção. Trouxemos orientações práticas para que você ajuste a sua relação com o dinheiro e consiga investir com tranquilidade na sua capacitação profissional! Vamos lá?

1. Conheça todos os seus custos

Você sabe dizer exatamente para onde vai o seu dinheiro no final do mês? Pode parecer algo bem óbvio, mas muitos brasileiros não conseguem responder a essa pergunta. Não é à toa que o descontrole financeiro e o endividamento são características presentes no nosso país.

Se você não tem um controle de seus gastos mensais, está na hora de mudar esse hábito. Qualquer planejamento financeiro começa com o conhecimento dos custos. Afinal, como você pode adicionar mais gastos com educação no seu orçamento sem reconhecer os limites e as possibilidades da sua renda?

Evite agir por impulso ou baseado apenas na crença de que tem condições financeiras de arcar com mais uma mensalidade. Pensamentos desse tipo podem ser as causas para grandes dívidas no futuro. Para viver com equilíbrio financeiro, acompanhar as entradas e saídas de dinheiro é indispensável.

Não sabe como fazer isso? Comece registrando a sua renda e os gastos que você tem todo mês. As contas fixas são aquelas que sempre se repetem, como gastos com moradia, transporte e alimentação. Além deles, você deve anotar qualquer custo, por menor que seja — não se esqueça de registrar o cafezinho no trabalho.

Há diversas formas de fazer esse registro: em uma agenda, planilha no computador ou aplicativo de finanças pessoais, por exemplo. Tenha a atitude de anotar logo depois de realizar alguma compra ou pagamento. Assim, você desenvolve o hábito e se torna natural fazer esses registros.

2. Corte custos desnecessários

Anotar todos os seus gastos é a melhor maneira de analisar seu padrão de consumo. Depois de um ou dois meses de registro, você pode ter uma ideia bastante precisa de como é o seu comportamento. O primeiro aspecto que vai chamar atenção é o da saúde financeira: você está gastando mais do que ganha?

O salário deve não só durar até o final do mês, mas sobrar para ser alocado em reservas financeiras. Esse objetivo, que parece impossível para algumas pessoas, é o que garante o equilíbrio das finanças. Para conquistá-lo, é preciso analisar o orçamento e identificar gastos que podem ser cortados ou reduzidos.

As contas maiores, como aluguel, combustível e mensalidades, geralmente não podem ser cortadas. Mas é possível pedir descontos ou mesmo diminuir o padrão quando necessário — mudar-se para um local menor ou mais afastado do centro para pagar menos, por exemplo.

Uma atenção especial deve ser dada para os custos menores. Na maioria das vezes, é a soma deles a responsável pelas maiores falhas no planejamento financeiro. Para investir em gastos com educação, você vai precisar redistribuir recursos. Assim, vale a pena economizar em compras ou lazer para gastar em um curso.

Algumas dicas simples de economia são:

  • estabeleça um teto de gastos para cada categoria (vestuário, alimentação etc.);

  • prefira cozinhar em casa em vez de comer em restaurantes;

  • planeje suas compras e não adquira nada por impulso;

  • evite o uso do cartão de crédito;

  • procure programas de lazer gratuitos ou mais baratos;

  • sempre pesquise os melhores preços e peça desconto;

  • reveja seus planos de TV por assinatura, internet e celular;

  • quando possível, compre produtos seminovos — procurar livros da faculdade em sebos é uma ótima opção.

3. Faça uma reserva financeira

Depois de organizar seu orçamento e fazer o dinheiro durar mais, você precisa reservar um valor para emergências. O que aconteceria com os seus gastos com educação se você passasse por algum aperto financeiro? Infelizmente, muitos estudantes adiam a conclusão do seu curso por não conseguirem mais se comprometer com os pagamentos.

Para evitar isso, monte uma reserva de emergência. Você pode abrir uma conta poupança, por exemplo, e transferir um valor para ela todos os meses. Não se preocupe se não conseguir juntar muito por mês. O compromisso de fazer esses depósitos é mais importante que o valor. Em um momento de dificuldade, qualquer montante vai ajudar você.

O ideal é que a reserva de emergência tenha o dinheiro correspondente a pelo menos seis meses do seu custo de vida. Se você tem gastos de R$ 1.000,00 mensais, por exemplo, foque em juntar na poupança um valor de R$ 6.000,00.

Caso você enfrente alguma dificuldade financeira, como a perda de um emprego, esse dinheiro vai oferecer estabilidade por alguns meses. O valor também pode ser usado em grandes gastos imprevistos, como problemas de saúde. Assim, vale a pena reservar mensalmente uma pequena parcela da sua renda.

4. Trace metas e objetivos a médio e longo prazo

Fazer um planejamento financeiro não é sua maior tarefa. Depois de organizar todos os custos, o desafio é ter disciplina para se manter dentro do orçamento. Pensando nisso, a melhor estratégia para reforçar o compromisso com seu plano é estabelecer metas.

Juntar dinheiro sem um motivo claro é bem mais difícil do que controlar o orçamento com o plano de financiar os estudos, por exemplo. São as suas metas que ajudam você a manter o foco. Assim, faça o exercício de estabelecer objetivos tanto para os seus gastos quanto para suas reservas.

Essas metas devem ser avaliadas constantemente, junto com sua situação financeira. Se você tem alguma dívida ou parcelamento, por exemplo, pode se planejar para determinar valores maiores para a reserva quando esses pagamentos acabarem.

Em momentos mais críticos, o planejamento também pode ser revisto. O importante é você acompanhar de perto as suas finanças e conduzir seu orçamento da melhor forma. Assim, os gastos com educação podem ser mais bem administrados e não causarão desequilíbrio.

E então, este post ajudou você? As dicas que trouxemos foram válidas para reorganizar sua relação com o dinheiro? Se você quiser acompanhar mais conteúdos relevantes como este, assine nossa newsletter agora mesmo!

 

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